Remoção Cirúrgica dos Testículos

Há necessidade da limpeza da região escrotal e pêniana
Há necessidade da limpeza da região escrotal e pêniana

Veterinária

18/01/2013

Facilita o manejo dos animais;
Evita coberturas indesejáveis;
Diminui a agressividade.

Anestesia e pré-operatório

Anestesia geral ou através de tranquilização;
Limpeza da região escrotal e pênis;
Anti-sepsia local com povidine adstringente e álcool iodado.

Técnicas de abordagem

Orquiectomia fechada – secciona-se a pele e a túnica dartos, mas não é aberta a túnica vaginal. Nesta técnica, uma porção da túnica vaginal parietal e do músculo cremaster são removidos. Esta técnica não expõe a cavidade abdominal ao meio externo, mais indicada para animais com testículos pequenos;

Orquiectomia semi-fechada – secciona-se a pele, a túnica dartos e a túnica vaginal, expondo o testículo, epidídimo e o ducto deferente, mas não é feita a dissecação do funículo espermático. Esta técnica também proporciona a remoção de uma porção da túnica vaginal parietal e do músculo cremaster. A ligadura do funículo espermático deve ser feita sobre a túnica vaginal;

Orquiectomia aberta – é a mais comum, cada testículo é exteriorizado através de uma incisão da túnica vaginal parietal, os testículos junto com o epidídimo são removidos, mas a túnica vaginal parietal e o músculo cremaster permanecerão no animal.

Após o preparo pré-operatório, o animal deve ser posicionado em decúbito dorsal. Colocam-se panos de campo fenestrado.

Com uma das mãos os testículos são forçados ventralmente contra a bolsa escrotal, para que seja feita uma incisão sobre o rafe mediana escrotal.

São incididas pele, túnica dartos, fáscias escrotais e túnica vaginal parietal, com uma incisão suficientemente longa para permitir que os testículos e os epidídimos possam emergir da bolsa escrotal.

O cordão espermático é dissecado da túnica vaginal é ligado (vicryl ou náilon 3-0 ou 4-0), o mais proximal possível.

É feita a secção do cordão espermático um a dois centímetros distais à ligadura, observa-se possíveis sangramentos antes de liberar os cordões espermáticos.

A bolsa escrotal é fechada com pontos simples separados, curativo local diário, antiinflamatórios e antibióticos;

Caminhadas diárias, mas evitar atividade física vigorosa nas primeiras 72 horas após a cirurgia para prevenir hemorragias.

Principais complicações e tratamentos

Edema pós-operatório – a presença de algum edema é normal, não sendo uma complicação. Excessivo edema local ocorre como resultado de edema do prepúcio e do escroto, sendo uma complicação bastante comum.

Normalmente o edema atinge o seu pico entre o terceiro ao sexto dia, diminuindo significativamente ao redor do nono dia de pós-operatório. Embora o edema exagerado raramente ponha em risco a vida, ele pode promover desconforto ao animal e preocupação ao proprietário.

Problemas secundários associados ao edema exagerado incluem: infecções e dificuldade para urinar.

Hemorragia – consiste em uma das complicações mais comuns na castração, pode ocorrer durante, imediatamente ou mesmo após vários dias do ato cirúrgico.

As hemorragias intensas usualmente resultam da artéria testicular, mas podem também ter como origem a lesão dos ramos da artéria pudenda externa.

Infecções – infecções associadas com a castração podem ocorrer dentro de dias ou até meses após a cirurgia. Geralmente a infecção da ferida cirúrgica escrotal permanece localizada, entretanto, há propagação da infecção da bolsa escrotal, via cordão espermático, pode acarretar em peritonite bacteriana e septicemia (funiculite séptica).

Lesões penianas iatrogênicas - a lesão peniana é uma complicação incomum, geralmente decorrente do desconhecimento da anatomia genital e da técnica cirúrgica.

Eventração e evisceração – consiste em grave complicação decorrente da castração.

Embora as causas da eventração permaneçam especulativas, acredita se que alguns fatores como presença de hérnia inguinal e aumento da pressão abdominal após a cirurgia estejam envolvidos.

A eventração e a evisceração podem ocorrer até seis dias após a cirurgia, e os objetivos essenciais no tratamento dessas afecções baseiam-se na limpeza, proteção e retorno das vísceras para a cavidade abdominal e sutura do anel inguinal antes da excessiva contaminação e traumatismo local.

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