Técnicas Anestésicas em Gatos

Cuidados anestésicos em gatos
Cuidados anestésicos em gatos

Veterinária

18/01/2013

Medicação pré-anestésica (MPA)

Em felinos, a MPA normalmente recomendada são as fenotiazinas e, entre elas, a levomepromazina e clorpromazina são as mais comumente usadas, na dose de 0,5 a 1 mg/kg por via intramuscular profunda, ou a acepromazina a 0,2%, na dose de 0,1 mg/kg pela mesma via em felinos, a via intravenosa nem sempre é recomendada, pois considerando sua agressividade, põe em risco a mão do manipulador, além de outros dissabores como fugas.

Anestesia barbitúrica

Anestesia barbitúrica tem sido usada em gatos, mas o grande inconveniente é o de que, se o animal não for dócil, utilizam-se vias alternativas para a aplicação, tais como intraperitoneal ou intrapleural. Estas vias nem sempre são eficientes, pois pode haver complicações acidentais e resultados inadequados, tais como anestesias insatisfatórias por subdoses. 


O ideal é que se aplique o pentobarbital sódico, na dose de 30 mg/kg, por via intravenosa, dando-se metade da dose de maneira rápida, a fim de se evitar a fase de excitação ou delírio e complementando-se gradativamente, até desaparecerem os reflexos interdigital, palpebral e laringotraqueal. 


No gato, os reflexos de deglutição e o laríngeo desaparecem no 2º plano do estágio III, o que leva a basearmo-nos no reflexo interdigital como principal parâmetro indicativo de anestesia. 


A miose no felino é transversal e, quando ocorre, indica plano profundo 3º plano do estágio III, o que requererá cuidados maiores. 


Caso de animais que tenham recebido MPA, a dose do barbitúrico deve ser reduzida em 40-50%. Empregando-se a mesma técnica de aplicação anteriormente descrita. 


Este tipo de anestesia proporcionará um tempo anestésico hábil de até uma hora, enquanto que, o paciente que não recebeu MPA, o tempo será de até duas horas.

Caso se requeira uma anestesia de duração ultra-curta, poder-se-ão empregar os tiobarbituratos, na concentração de 2,5 e na dose de 25 mg/kg (empregando-se a mesma técnica de aplicação do pentobarbital sódico), ou na dose de 12,5 mg/kg, caso se tenha empregado MPA.

Anestesia volátil

Sem dúvida alguma, a anestesia volátil representa o que há de mais seguro em termos de anestesia felina.

As técnicas empregadas em gatos são várias, entretanto, para facilitar, serão citadas as usadas rotineiramente.

Na rotina anestesiológica, a indução é feita com 15 mg/kg IM de quetamina na região glútea e, após 10 a 15 minutos, manutenção por um agente volátil, administrado através de circuito fechado ou semifechado com máscara de borracha.

As concentrações de anestésicos voláteis em gatos variam conforme o agente indutor aplicado, o estado do animal ou até a MPA aplicada.

O reflexo pupilar em gatos é um sinal importante para se saber o plano anestésico, mas este poderá ser mascarado caso se tenha usado atropina na MPA, o que forçosamente, obrigará a observação de outros reflexos, tais como o interdigital, o palpebral, o corneano e mesmo o tipo de respiração que normalmente, no gato, é costo-abdominal.

Não convém, em anestesia volátil por qualquer agente, deixar que o animal permaneça sem discreto reflexo palpebral ou laringotraqueal, pois, nessa espécie animal, esses reflexos desaparecem apenas do 2º para o 3º planos do estágio lII de Guedel, daí se justificar a dificuldade da colocação da sonda endotraqueal ou o início da depressão bulbar súbita.

As concentrações recomendadas variam de acordo com o tipo de intervenção.

Caso se requeira a recuperação rápida em caso de depressão respiratória após a cirurgia, pode aplicar o cloridrato de doxapram, na dose de 0,5 a 1,0 mg/kg por via intravenosa.

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